terça-feira, 25 de abril de 2017

Sangue Preto

Estive em Ouro Preto neste feriado de Tiradentes.

Vou falar aqui sobre a extração de ouro.

Conheci uma antiga mina de ouro, cujo guia nos informou que fora construída por escravos trazidos de países africanos. Essas pessoas já detinham conhecimento sobre a construção dessas minas antes de virem para o Brasil, conhecimento de arquitetura, fazendo túneis seguros, com consistência e ventilação. Conhecimento também de geologia, pois seguiam os rastros do quartzo branco na superfície e no interior das minas para encontrar o ouro que geralmente se encontrava acoplado a este.

Segundo fomos informados, os escravos mineradores deveriam ser pessoas baixas, e, caso o filho crescesse muito além dos 1,50 e 160 almejados para essa função, eram esterilizados, mas não vou dar detalhes de como isso acontecia.

A expectativa de vida desses trabalhadores de minas era de 10 anos de trabalho, ou seja, se a pessoa entrasse lá com 15 anos, com 25 estaria falecendo. Isso porque existia a lei do sexagenário, que dava o direito da pessoa parar de trabalhar com 60 anos, mas não chegava aos trinta.

Por fim, existem cerca de 400 minas de ouro na região de Ouro Preto, mas nas redondezas esse número se multiplica, aparentemente chegando a ultrapassar 2 mil minas encontradas, fora as que foram fechadas com a abolição e permanecem desconhecidas.
 
O início do Brasil está marcado de sangue e ouro preto.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

one

https://www.youtube.com/watch?v=WM8bTdBs-cw

cheguei na cantina do onofre hoje tava rolando essa musica ae

terça-feira, 18 de abril de 2017

Sobre futebol, malandragem e ética

No domingo, jogaram São Paulo e Corinthians pela semifinal do campeonato paulista.

Nada de mais, não fosse o fato que um jogador do São Paulo pisou no joelho do próprio goleiro, sem querer, claro, em disputa com um atacante do Corinthians.

Só que o juiz achou que fosse o jogador adversário que tivesse pisado, e assim, deu cartão amarelo, fato que tirava o (relativamente bom) atacante do próximo jogo. Isso daria uma vantagem ótima ao São Paulo, portanto.

Mesmo assim, o jogador do São Paulo assumiu que foi ele e o juiz retirou o cartão amarelo do jogador do Corinthians.

Meio mundo caiu de críticas e outra metade do universo se rendeu aos elogios ao jogador do São Paulo. Acredito que esse fato seja exemplar.

Logo depois, um jogador do próprio São Paulo concedeu entrevista coletiva e disse que "prefere a mãe do adversário chorando, do que a dele". Ou seja, discordando do comportamento do companheiro.

Só que não é questão de "preferir" qual mãe que chora, é uma questão de justiça, de respeito. De sentimento de humanidade, de solidariedade, honestidade, que parecem estar ausentes hoje.

Ele pisou e disse que foi ele, simples. Não fez nada de errado. Nada. Pelo contrário, agiu de forma belíssima.

É uma questão ética e que espelha o comportamento nacional.

Me lembro que no jogo do Palmeiras, nesse mesmo fim de semana, o jogador Zé Roberto levou um empurrão no peito e se jogou no chão com a mão no rosto, como se tivesse levado um golpe forte.

O Rivaldo, na copa de 2002, fez algo parecido, levou uma bolada na canela e colocou a mão no rosto, caindo e rolando no chão. Nessa mesma copa o Luizão foi puxado pela camisa fora da área e caiu dentro, e o juiz caiu na dele e acabou marcando pênalti.

Me lembro também que, quando o Ronaldinho Gaúcho chegou no Barcelona, levou consigo a mania de cavar pênalti ou fingir falta, o que foi veementemente contestado pelos adversários e por companheiros de time.

Somos assim, mas podemos mudar.

O que me faz pensar com esse otimismo é o fato de que o Tite, ex-técnico do Corinthians e atual da seleção brasileira, segundo rumores, porque não ouvi isso dele ainda, parece ser contrário à "malandragem" no futebol.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

eu quero uma vida que não seja brisa passageira

tá rápido
poderia ser um pouco mais breve
eu quero uma vida que não seja brisa leve passageira
todo dia
morrendo assim





Destaques da semana








- teste do sofá na globo vazou e um bando de atorzinho defendendo o ato;
- policiais usando tática de guerra para exterminar o inimigo, só que em uma comunidade;
- bolsonaro fazendo merchan prá indústria bélica nacional (2018 vem aí);
- pó preto de madrugada em Vitória (se tirar acaba o emprego);
- vereador paulista sendo vereador paulista.

sábado, 1 de abril de 2017

Cortinas transparentes não escondem

entre o doce e o amargo tem um sabor
indefinível
mas não tente se matar
pelo menos essa noite não
entre o doce e o amargo tem um sabor
que não se define
que não se
que não se repete
amor
entre o doce e o salgado
tem um define
que não se amarga
não se amarga jamais
jamé
pitty e eu estaremos lá
sem máscaras
sem amor
mas com um doce amrago
um doce que amarga
entre um cigarro e outro
um doce que amarga
mas sem o amargo
o doce não teria valor
não valeria a pena




Bença

 a dança dança bença  doença densa  tricota entre eucaliptos  tensa  triste e sem pressa sem essa meça meca mecânica maca maçã aveludada ter...